Ter vespas perto de casa nunca é agradável, mas existem espécies invasivas que são muito mais perigosas do que as comuns. Foi exatamente isso que aconteceu em Alauín de la Torre, em Málaga, onde, desde o verão, os vizinhos foram obrigados a conviver com a presença da Vespa velutina. Essas vespas asiáticas são uma espécie invasora que representa uma ameaça tanto para as abelhas quanto para as pessoas e a agricultura. Na verdade, devido ao seu grande número, representavam um grave perigo. Após vários meses de reclamações, finalmente conseguiu-se remover as vespas da zona de Pinos de Alauín. O mais impressionante foi a incrível operação necessária para removê-las sem riscos.
Remoção do ninho de vespas mortíferas em Málaga
Após vários dias de observação, conseguiu-se localizar o ninho a cerca de 150 metros da casa onde foram encontrados os primeiros exemplares. Surpreendentemente, estava escondido numa encosta, a mais de 12 metros de altura, num galho frágil de um pinheiro. Por isso, para chegar até ele, foi necessário preparar o terreno com equipamento pesado e usar uma plataforma elevatória para subir até ao topo da árvore.
Não foi uma tarefa fácil, pois o trabalho durou 12 horas. Durante todo esse tempo, o especialista e a sua equipa trabalharam sem parar. Considerando o perigo das vespas, eles realizaram o trabalho com fatos de proteção completos. Em seguida, selaram a entrada do ninho com algodão embebido em álcool para impedir a fuga e cortaram cuidadosamente os galhos onde ele estava construído.
O ninho de vespas também chamou a atenção dos especialistas, pois pesava mais de sete quilos e tinha 1,40 metro de diâmetro. Por isso, decidiram embalá-lo num saco, selá-lo e transferi-lo para uma câmara frigorífica para análise. Depois de resolver o problema para os vizinhos, o próximo passo será utilizar a descoberta científica. Este é o primeiro ninho de Vespa velutina em Málaga. Por isso, será fundamental para impedir a propagação desta espécie.

Incrível operação de busca de vespas extremamente perigosas em Málaga
A descoberta começou quando um vizinho biólogo fotografou os primeiros exemplares e os partilhou nas redes sociais. O alerta espalhou-se rapidamente e deu início a uma missão que durou três meses. Dada a periculosidade desta espécie de vespa, a operação foi coordenada entre o Departamento de Ambiente do município de Alauín de la Torre, o Consórcio Provincial de Bombeiros, o Governo da Andaluzia, a Associação de Apicultores de Málaga e um especialista em controlo de pragas da empresa Lucanus.
A tarefa foi extremamente complexa. Uma das razões foi o facto de a área estar coberta por pinheiros e ciprestes, o que dificultou a localização do ninho, uma vez que esta espécie prefere construir ninhos a mais de 10 metros de altura nas copas das árvores. Para encontrá-lo, voluntários e técnicos organizaram buscas diárias, orientando-se pelo comportamento das vespas que transportavam comida para o ninho. A técnica utilizada baseava-se na investigação da cientista Sandra Rojas, que permitiu calcular a distância até ao ninho, medindo o tempo que uma vespa marcada demorava a regressar ao local de alimentação.
